Hoje é o Dia Mundial do Animal!

O Dia Mundial do Animal celebra-se anualmente a 04 de Outubro.

A data foi escolhida em 1931 durante uma convenção de ecologistas em Florença. A escolha desta data deve-se ao facto de o dia 4 de Outubro ser o dia de São Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais. Como todos os dias Mundiais, simboliza apenas um marco, para que não nos esqueçamos do que é importante fazer no nosso dia-a-dia.

O Dia Mundial do Animal é celebrado em várias países, através de várias eventos e iniciativas e tem como principais objectivos:
  • Sensibilizar a população para a necessidade de proteger os animais e a preservação de todas as espécies;
  • Mostrar a importância dos animais na vida das pessoas;
  • Celebrar a vida animal em todas as suas vertentes.
E porque é preciso relembrar os direitos dos animais? Por várias razões. Por exemplo, só em Portugal mais de 10.000 animais são abandonados anualmente. Muitos acabam por encontrar a morte nos canis camarários e outros acabam por morrer à fome ou nas estradas, enquanto vagueiam pelas ruas em busca de alimentos e de abrigo.


Não nos esqueçamos também dos muitos animais que sofrem uma morte injusta e cruel para o consumo humano, e da violência que esse processo envolve. Muita gente sabe que os animais abatidos sangram até morrer. O que não sabem é que, por exemplo, diariamente são mortos milhares de pintos machos, só porque não produzem ovos. Alguns são esmagados pelos companheiros, outros são sufocados. Muitas vezes a produção de carne para consumo humano provoca nos animais sofrimentos indescritíveis e desnecessários.

Há sempre pequenos gestos que podemos fazer para ajudar a mudar esta realidade, como por exemplo, diminuir o consumo de carne e ovos. Terá uma alimentação mais saudável e equilibrada.
Se estiver a pensar em adquirir um animal, opte por adoptar em vez de comprar.
Se já tem um animal, esterilize-o! Ele só sai a ganhar com isso e evita o nascimento de mais ninhadas. Sabia que 9 em cada 10 cachorros que nascem nunca encontrarão um lar?

Aproveite bem este dia e celebre-o como seu melhor amigo de quatro patas!

Livro do mês - Os animais têm direitos?

Título: "Os Animais têm Direitos?"

SINOPSE:

Será que alguns animais têm direitos morais? No pensamento ocidental, de Aristóteles a Kant, prevaleceu uma resposta negativa a esta questão. Alguns filósofos permanecem fiéis à perspectiva tradicional, mas têm agora de resistir aos argumentos dos que pensam que a discriminação baseada na espécie é um preconceito indefensável e nocivo. Nas últimas décadas o tema do estatuto moral dos animais passou a ocupar um lugar central na ética aplicada. Lendo os textos reunidos neste volume, não será difícil perceber porquê. O livro inclui ensaios de Peter Singer e Tom Regan, que lideraram a defesa filosófica dos direitos dos animais, bem como de alguns dos seus críticos mais contundentes. O uso dos animais na ciência e o modo como os criamos para nos alimentarmos, a relevância ética do darwinismo, o conflito entre os interesses dos animais e a protecção do ambiente são alguns dos temas aqui discutidos.

FICHA TÉCNICA:

Título: Os Animais têm Direitos?
Autor: Pedro Galvão
Editor: Dinalivro
Pp.: 240
ISBN: 9789725765715
Data de Edição: 2010

Livro do mês - As Sete Idades do seu Cão

SINOPSE:

Todos os donos sabem que os cães passam por diferentes fases durante a sua vida. Mas quais são essas fases? Será que os nossos cães experimentam o equivalente.

À infância e à puberdade, à adolescência e ao estado adulto?

E o que podemos fazer nós, como donos, para assegurar aos nossos cães uma boa passagem por todas essas fases?
Neste livro pioneiro, Jan Fennell conduz-nos pelas principais etapas do desenvolvimento do cão, definindo — pela primeira vez—as sete idades do melhor amigo do homem. Este livro é também um abrangente guia dos cuidados a ter com o seu cão desde o primeiro dia — com conselhos acerca da dieta e da higiene, da saúde e da relação com o dono, da escovagem e do treino.

Em A ENCANTADORA DE CÃES, Jan Fennell mudou a maneira como pensamos nos nossos cães. AS SETE IDADES DO SEU CÃO vem agora tornar-se o guia definitivo dos donos de cães em todo o mundo.

A paixão de Jan Fennell por cães despertou na sua infância, quando vivia em Londres, e floresceu quando ela se tornou uma bem sucedida criadora, ganhando diversos prémios nalgumas das mais importantes exposições caninas. Nos últimos anos, o seu notável trabalho com, cães com problemas comportamentais e a sua frequente colaboração em programas de televisão e rádio da BBC conquistaram-lhe um vasto público de admiradores.

FICHA TÉCNICA:

Título: As Sete Idades do seu Cão
Título original: The Seven Ages of Your Dog
Autor: Jan Fennell
Tradução: P.E.A.,2007
Editor: Publicações Europa-América
Colecção: Cães, Gatos, Periquitos & Companhia
Pp.: 316
Formato: 14 cm x 21 cm
ISBN: 978-972-1-05762-3
Data de Edição: Fevereiro de 2007

Contra a maré: Adoptar em tempo de férias...

O tempo de férias pode ser uma óptima altura para adoptar um animal: temos mais tempo disponível e estamos mais libertos de compromissos para nos dedicarmos à adaptação e integração do recém chegado.

Ficamos deliciados com as suas gracinhas e derretidos com os olhares ternurentos...

Mas atenção, lembre-se que as férias são temporárias e eventualmente terá de voltar à rotina do seu dia-a-dia... o seu cão não irá entender isso...

Mesmo estando de férias, não se esqueça de ir habituando aos poucos o seu animal a estar sozinho. Saia de casa por períodos curtos de tempo e vá aumentando esses períodos. Ao regressar junto do cachorrinho, não lhe dê logo atenção. Entre normalmente, arrume a sua carteira e faça uma ou duas tarefas antes de se dedicar novamente a ele. Ao fazer isto, irá estar a ensina-lo desde o inicio que estar sozinho faz parte da rotina da casa. E mais que isso, irá estar a prevenir futuros problemas comportamentais, tais como a ansiedade de separação, que poderão tornar um simples regresso ao trabalho num verdadeiro martírio...

Lembre-se: amar é cuidar, proteger e... EDUCAR!


Revista Animália - O meu cão pode ir à praia durante o Verão?


"A chegada do Verão desperta em nós uma imensa vontade de passear e nada mais agradável do que um passeio pela praia na companhia do nosso melhor amigo. Parece um dos simples prazeres da vida mas nesta época não é assim tão fácil de satisfazer. Quando é que podemos levar o nosso cão à praia durante a época balnear? A que praias posso levar o meu cão a passear durante este período? Estas são algumas das dúvidas postas pelos nossos leitores e aqui ficam as respostas.

Quando se faz uma pergunta simples pretende-se uma resposta directa: quando e onde posso levar o meu cão a passear na praia durante a época balnear? Neste caso a pergunta é simples mas a resposta não é tão imediata como isso.

Primeiro há que definir as praias em dois grandes grupos: praias concessionadas e não concessionadas. Nas primeiras existe uma entidade responsável pela praia e pelas condições que esta apresenta aos seus utentes durante toda a época balnear. Neste caso o concessionário tem de corresponder a determinada legislação (obrigatoriedade de existência de balneários, vigilância, restauração, etc) e é fiscalizado pela Polícia Marítima, autoridade encarregue de todas as praias deste tipo. Nas praias não concessionadas, tal como o próprio nome indica, não existe uma atribuição de concessão durante a época balnear (praias selvagens) e a responsabilidade é da câmara municipal correspondente sendo o órgão de fiscalização a Polícia Municipal.

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©Pavz

Caso a praia seja concessionada mas fluvial ou lacustre (lago) os responsáveis são igualmente a câmara municipal e o órgão fiscalizador a Polícia Municipal.

Feita esta distinção e passando ao que interessa, os nossos animais:

- Não podem, sob circunstância alguma frequentar as praias concessionadas durante a época balnear, sejam elas marítimas, fluviais ou lacustres, com excepção dos abrangidos pelo Decreto-Lei nº 74/2007 do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, (DR nº 61, 1ª série) que consagra o direito de acesso das pessoas com deficiência acompanhadas de Cães de Assistência a locais, transportes e estabelecimentos de acesso público.

- Podem frequentar qualquer praia não concessionada, seja ela marítima fluvial ou lacustre, durante todo o ano, desde que não haja sinalização com indicações em contrário providenciada pela respectiva câmara municipal.

Quando às autoridades fiscalizadoras, quem pode passar a multa?

Se se encontrar em transgressão permanecendo com o seu cão numa praia marítima concessionada a responsabilidade da autuação é da Polícia Marítima. Por outro lado, para que o cão seja removido da praia será necessário recorrer à Polícia Municipal acompanhada do Médico Veterinário Municipal. Poderá haver também intervenção das Equipas de Fiscalização do SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana) que actua normalmente caso haja uma denúncia da infracção. Além destes serviços existem ainda as autoridades locais que, embora não sejam responsáveis pelas praias especificamente, são-no pela manutenção da ordem pública e poderão também intervir no caso de uma transgressão deste tipo autuando o infractor ou chamando a sua atenção. Resumindo, se estiver numa praia concessionada com o seu cão durante a época balnear qualquer força policial poderá dirigir-se a si e aconselhá-lo a sair ou autuá-lo.

Conforme a zona costeira o valor da multas pode ser diferente. Por exemplo na zona que abrange as praias de Cascais até Peniche pode variar entre os 55 e os 550 euros.

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©Raul

A que período corresponde a época balnear?

A época balnear tem decorrido de 1 de Junho a 30 de Setembro mas pode haver excepções. A Lei n.º 44/2004, de 19 de Agosto, define o regime jurídico da assistência nos locais destinados a banhistas visando a garantia de segurança destes nas praias marítimas, fluviais e lacustres, reconhecidas como adequadas para a prática de banhos, e determina:

- A época balnear pode ser definida para cada praia de banhos em função das condições climatéricas e das características geofísicas de cada zona ou local, das tendências de frequência dos banhistas e dos interesses sociais ou ambientais próprios da localização;

- A época balnear é fixada por portaria, sob proposta das autarquias, e após análise prévia de harmonização e procedência técnica por parte da administração;

- Na ausência de proposta a época balnear decorre entre 1 de Junho e 30 de Setembro de cada ano.

A época balnear varia então conforme a praia pelo que, se quiser informar-se, deverá contactar a autarquia local.

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©CraigPJ

Agradecemos a colaboração da Dra. Catarina Gonçalves, Operador Nacional de Campanha / Associação Bandeira Azul da Europa e da delegação do SEPNA de Sintra no desenvolvimento deste artigo."

Artigo retirado integralmente da revista semanal online Animália (ver AQUI)

Data: 2008-08-20

Verão, festas, calor, férias e… abandono

Quem está ligado a associações de protecção animal ou a canis municipais, já á algum tempo que deve ter percebido que o problema do abandono tem vindo a agravar-se progressivamente nos últimos tempos. Já não se abandona só no verão… abandona-se durante todo o ano, muitas das vezes pelas razões mais absurdas ou banais. Ter um cão está na moda…. Percebê-lo e compreende-lo é que nem por isso.

Qualquer pretexto serve para abandonar um animal de estimação quando este se torna num incómodo ou num entrave: está grande demais, já não brinca tanto, está velho, vou mudar para uma casa onde o senhorio não permite animais, não o quero junto ao bebé, ladra muito, larga muito pêlo, sou alérgico, não se sabe comportar, roeu o sofá… enfim… a lista é infinita…
A situação é dramática, o número de animais deixados para trás é imenso e a crise económica só veio agravar ainda mais a situação…


Com tudo isto, o aproximar das férias não deixa no entanto de ser um período crítico no bem-estar animal. A chegada do verão e do calor traz, essencialmente, três grandes problemas para os cães e outros animais de estimação: o calor propriamente dito (e o risco de golpe de calor), o medo dos fogos-de-artifício usados nas festas da época e o risco de serem abandonados por seus donos.

No que respeita ao risco de golpe de calor, o tema foi já anteriormente debatido, pelo que o podem consultar post anterior para obter mais informações.


Quanto a fogos-de-artifício, muitos cães revelam um verdadeiro pânico quando expostos ao barulho provocado pelos mesmos. Muitos chegam mesmo a fugir de casa, ou até mesmo dos seus donos quando vão a passear na rua e ouvem o fogo a rebentar. Não conseguem perceber a origem do barulho e entendem-no como um perigo ou uma ameaça e, como tal, reagem de acordo com esta crença. Se o seu cão tem medo, certifique-se que não tem forma nenhuma de poder fugir de casa durante uma sessão de fogo-de-artifício. Um cão assustado recorrerá a todos os meios que tiver disponíveis para fugir ou defender-se do que considera uma ameaça. Não leve o seu cão a passear quando houver o risco de haver sessões de fogo-de-artifício. Mesmo um cão que normalmente não reaja aos foguetes pode entrar em pânico se estiver muito próximo da zona de rebentamento, onde o ruído é mais forte. Lembre-se, perder um animal não acontece só aos outros. Existem também terapias de comportamento que pode adoptar para que o seu cão aprenda a encara o ruído dos foguetes com naturalidade, mas isso será tema de um futuro post.


Finalmente, relativamente ao risco de abandono, o aproximar das férias acrescenta ainda, a todas as desculpas anteriormente faladas, a desculpa do “quero ir de féria e não tenho onde o deixar”…. Parece-me a mim que é uma falsa questão, pois existem muitas soluções diferentes que podem ser adoptadas.

Existem locais que aceitam a presença de animais pelo que o dono pode optar por leva-los ou não com ele. Em Portugal ainda são poucos os locais que assim o fazem, mas no estrangeiro já começam a aparecer alguns.


Se não o puder levar consigo, pode ainda optar por deixar o seu animal ao cuidado de uma pessoa de confiança ou ainda deixa-lo ficar num hotel para animais. São cada vez mais os hotéis para animais de estimação que se preocupam com o bem-estar dos seus hóspedes. Os preços são variados, assim como as condições, mas seja como for, mesmo que não seja um hotel 5 estrelas, é sempre preferível a deixar para trás o seu amigo de quatro patas. Não se iluda. Um canil não é um hotel e os abates e lutas entre os animais são muito reais. Se o deixar ficar na estrada, o risco de morrer ou ficar ferido por atropelamento, sofrer de golpe de calor/desidratação ou morrer por doença é muito elevado.

Para além de ser ilegal, ABANDONAR UM ANIMAL, É CONDENÁ-LO A UMA MORTE LENTA!!! Não abandone o seu animal…. Seja tão fiel com ele, como ele é consigo….

Deixo aqui uma listas de hotéis para animais onde poderá procurar aquele que lhe parecer mais adequado para si - Clique AQUI ou AQUI para visualizar.

Se quiser, pode também deixar as suas sugestões ou opiniões nos seus comentários ao artigo.


Livro do mês - Junho 2010 - A Encantadora de Cães

SINOPSE:

Um livro fundamental para compreender o seu cão, para aprender a ouvi-lo e saber como comunicar com ele.

Ao longo de milénios, o cão tem sido o melhor amigo do Homem. Desde cão de caça a cão pastor, tem sido uma presença essencial na evolução e vida do Homem. Mas, por vezes, o cão é um animal incompreendido, cujo comportamento e linguagem o ser humano desconhece.
Jan Fennell, uma das mais conhecidas criadoras de cães do Reino Unido, descobriu a forma de lidar com estes animais e aprendeu a falar a linguagem dos cães.

A paixão de Jan Fennell por cães despertou na sua infância, quando vivia em Londres, e floresceu quando ela se tornou uma bem sucedida criadora, ganhando diversos prémios nalgumas das mais importantes exposições caninas. Nos últimos anos, o seu notável trabalho com cães com problemas comportamentais e as suas frequentes colaborações em programas de televisão e de rádio da BBC conquistaram-lhe um vasto público de admiradores. Jan, o seu companheiro, Glenn Miller, e os seus springer spaniels ingleses de Graftonbury vivem na região rural de North Lincolnshire, em Inglaterra.

FICHA TÉCNICA:

Título: A Encantadora de Cães
Título original: The Dog Listener
Autor: Jan Fennell
Tradução: Ana Patrícia Xavier
Editor: Publicações Europa-América
Colecção: Cães, Gatos, Periquitos & Companhia
Pp.: 220
Formato: 14 cm x 21 cm
ISBN: 978-972-1-05400-4
Data de Edição: (3.ª) Maio de 2008

Golpe de Calor


Com a chegada do tempo quente as pessoas sentem-se mais predispostas para passear e sair de casa. Muitos donos de cães aproveitam para partilhar alguns desses momentos com os seus animais, pelo que é importante ter em conta alguns cuidados a ter.

Tal como nós, os cães precisam de ingerir muita água quando fazem exercício ou quando está muito calor. É por isso importante ter sempre água fresca disponível. Quando sair de casa como o seu amigo de quatro patas, lembre-se sempre de levar água fresca consigo e de lhe dar a beber várias vezes durante a saída.

Para além de água, os cães precisam também de um local fresco para conseguirem baixar a temperatura corporal. Ao contrário do ser humano, os cães não transpiram pela pele e fazem as trocas de calor pela respiração. Precisam de trocar o ar quente que se encontra "dentro deles" por ar frio. Daí procurarem muitas vezes superfícies frias ou locais sombrios.
Quando o cão não consegue deslocar-se para locais mais frescos, a ventilação pulmonar aumenta e o cão manifesta uma respiração ofegante. Infelizmente, este mecanismo de ventilação é muito menos eficaz que a transpiração.

Durante o Verão, é muito comum vermos pessoas que deixam os cães fechados dentro de carros estacionados ao sol, muitas vezes até com as janelas fechadas. Esta é uma atitude insensata e irresponsável que pode trazer problemas sérios para o animal.

A temperatura dentro de um automóvel sobe rapidamente e pode comprometer seriamente a saúde do seu animal. É importante que o animal esteja sempre num local bem ventilado e uma pequena abertura no vidro do carro não é suficiente para que a temperatura interior do veículo se manter adequada e para que a renovação do ar se dê.


Como reconhecer um Golpe de Calor?

O golpe de calor acontece sobretudo nas estações quentes. Submetido a fortes temperaturas externas, o cão começa a respirar fortemente para transpirar e tentar diminuir a sua temperatura corporal.

Sinais:
  • Respiração ofegante
  • Saliva abundante e espessa
  • Língua e gengivas adquirem um tom muito vermelho
  • Pele quente e seca
  • Aumento da pulsação
  • O cão encontra-se fisicamente muito debilitado pelo que pode ter dificuldade em se manter em pé
  • Podem ocorrer convulsões
  • As dificuldades respiratórias podem originar o colapso e a morte.

Animais de maior risco:

  • Cães obesos e com problemas cardíacos
  • Raças de pêlo duplo, como o Pastor Alemão, porque a pelagem retém mais calor
  • Raças de face curta (braquicéfalos), como o Buldogue Francês, pois têm maior dificuldade em respirar

Tratamento

O golpe de calor é uma urgência médica. É preciso que a temperatura desça o mais rapidamente possível. Para isso deve levar o animal para um lugar tranquilo, fresco e sombrio e envolve-lo em panos molhados, ou, se possível, submergi-lo em água morna/fria (nunca água gelada para evitar choques térmicos!). De seguida deve levar rapidamente o animal a um médico veterinário.
Não se esqueça que não deve utilizar água muito fria nem gelo para arrefecer o animal. Deve oferecer-lhe água fresca, mas não deve permitir que o cão beba demasiado.



Prevenção
  • Nunca deixar o cão no interior de um automóvel ao sol
  • Nunca se esqueça que, caso deixe o carro à sombra, este pode ficar ao sol em poucas horas
  • Deixar sempre as janelas bastante abertas
  • Nunca deixar um cachorro, um animal idoso ou cardíaco num veiculo, mesmo à sombra
  • Ter sempre água fresca disponível

Outros Cuidados a ter com o Calor:

Nunca deixe o seu animal preso ao sol – Um cão exposto ao sol precisa de fazer um esforço muito maior para poder diminuir a temperatura do corpo do que se estivesse deitado numa sombra. É o mesmo que deixar o seu animal dentro de um carro parado ao sol. O Perigo de sofrer um golpe de calor é muito grande.

Cuidado com pisos quentes e as patas do seu animal - As pessoas que gostam de caminhar pelas calçadas e ruas, fazer jogging ou caminhadas, não se devem esquecer que o cão não usa sapatilhas e o calor do chão pode queimar seriamente as suas patas. Tenha também em atenção que, mesmo que esteja a caminhar à sombra, deve ter cuidado com terrenos muito acidentados, principalmente se o seu cão costuma caminhar em pisos lisos, pois é provável que as patas dele sejam mais finas e sensíveis do que aquilo que possa pensar.

Pelos Brancos e Peles claras - Outro cuidado especial a ter em conta diz respeito a animais que com pelagem branca e a pele muito rosada. Tal como nós, os caninos também estão expostos aos efeitos nocivos dos raios solares e os pelos e as peles claras são particularmente sensíveis a este factor. Em caso de dúvidas, converse com o seu veterinário para saber se é preciso usar algum tipo de protecção solar, especialmente em áreas como focinho, orelhas, e patas.


Fontes:
Texto adaptado de artigo da Royal Canin

Adopções por impulso e abandono


As pessoas nunca deixam de me surpreender....

Hoje enquanto passeava a minha cadela fui abordada por um senhor que me perguntou se ela era da raça labrador, ao que eu, obviamente respondi que não. Quem me conhece sabe que a minha cadela é uma rafeirinha com alguns traços de pastor alemão, o que só demonstrou que o senhor, embora muito simpático e interessado, nada percebia de cães. Até aqui tudo bem.
O que me surpreendeu foi o desenrolar da conversa. A sua preocupação em saber a raça da cadela devia-se ao facto de lhe terem arranjado um labrador ainda bebé, que ele aceitou prontamente, sem nunca sequer ter visto um adulto nem imaginar o tamanho que iria ter quando atingi-se a maioridade... E que quando lhe começaram a explicar o tamanho que iria ter, começou a ficar seriamente preocupado porque não queria um cão grande...
Ora e agora pergunto eu: como é que é possível adoptar ou comprar um cão que não se sabe sequer o tamanho que vai ter, quando ainda apor cima isso é um factor importante para a pessoa??!!! O que me leva uma vez mais ao artigo que publiquei anteriormente sobre problemas comportamentais e abandono, onde refiro que a maior parte dos animais que são abandonados, são fruto de adopções por impulso ou problemas comportamentais não resolvidos.

As adopções por impulso são um verdadeiro problema cultural e acontecem com uma frequência demasiado excessiva. Habituados a ter coisas que desejam no momento, muitas pessoas acabam por adquirir uma data de coisas que futuramente não irão dar valor ou usufruir. O mal está quando o que adquirem é um animal. Levam casa um animal simplesmente porque lhes pareceu lindo e adorável (e ter um animal de estimação até é "giro"), mas não reflectiram bem sobre as implicações que acarreta ter a seu cargo um ser vivo que depende de nós para a sua sobrevivência e bem-estar. E quando o animal cresce e perde a "gracinha", quando começa a ficar "grande demais", ou quando a paciência já não dá para o "aturar", começa a ser um "problema e um estorvo que tem de ser resolvido", dê por onde der...

Digo e volto a repetir: adoptar um animal é um acto de responsabilidade. É assumir um compromisso até ao fim de vida desse animal sendo por isso mesmo uma decisão com consequências a longo prazo e que deve ser bem ponderada. Deixar um animal num abrigo, num canil ou na rua não uma solução para a sua precipitação. Mais, quem conhece a realidade da rua e dos canis poderá confirmar e concordar que são lugares onde nenhum ser vivo deveria ir parar... Um animal não é uma pessoa, mas é um ser vivo com personalidade, sentimentos, emoções e dependências. Precisa do dono para se sentir bem física e emocionalmente.



Livro do mês - Abril 2010 - Guia prático para treinar o seu cão

SINOPSE:

Um guia prático para o ajudar a conhecer e compreender o comportamento do seu cão assim como a forma como se processa a sua aprendizagem. O autor apresenta técnicas simples, adaptadas a todas raças e temperamentos. Um livro escrito por quem treina cães e treina treinadores de cães. Indispensável para os donos dos cães.

Ao longo da obra o leitor vai descobrir:

  • o modo como o seu cão realmente aprende
  • métodos eficazes de resolver problemas de comportamento do seu cão: saltar para as visitas, roubar comida, mordiscar móveis, roer sapatos, fazer as necessidades em casa, escavar o jardim e ladrar insistentemente
  • como estabelecer regras de obediência sem trela, dentro e fora de casa
  • a psicologia canina e a "teoria da matilha"
  • quando aplicar a correcção no treino do cão
Sobre o autor: Steven Applebaum é presidente da Animal Behavior and Training Associates, Inc, a maior empresa independente de treino de cães da América do Norte e presidente da Animal Behavior College Inc., uma escola altamente inovadora, que ensina e certifica treinadores de cães profissionais.

FICHA TÉCNICA:

Título: Guia prático para treinar o seu cão
Título original: ABC Practical Guide to Dog Training
Autor: Steven Applebaum
Tradução: Maria do Carmo Romão
Editor: Publicações Europa-América
Colecção: Cães, Gatos, Periquitos & Companhia
Pp.: 224
Formato: 14 cm x 21 cm
ISBN: 978-972-1-05476-3
Data de Edição: Janeiro de 2005

Problemas comportamentais e abandono


Os problemas comportamentais não tratados são, a meu ver, a maior causa de morte de cães de companhia passível de ser evitada. Quem visita ou trabalha em abrigos ou associações de animais pode facilmente comprova-lo. A maior parte dos animais que são abandonados, são fruto de adopções por impulso ou problemas comportamentais não resolvidos. O trágico disto tudo, é que a maior parte destes problemas podem ser resolvidos, sobretudo se a intervenção for imediata.


A maior parte dos detentores de cães desconhece que (quer queira, quer não) a partir do momento em leva um cão para casa, está desde o primeiro instante a ensinar-lhe algo. Como diz Steven Applebaum (especialista em treino de cães com mais de 20 anos de experiência), quem tem cão é treinador... mesmo que não se aperceba disso. A questão começa quando muitos comportamentos que o cão adquire não são ensinados, mas sim permitidos... É assim que começam a surgir problemas de desobediência, indisciplina e, nos casos mais graves, agressividade.

Treinar ou ensinar um animal requer tempo, paciência, coerência e conhecimento. Hoje em dia, existe um leque muito variado de livros sobre o tema. A maior dificuldade está em seleccionar o mais adequado. O mesmo se passa em relação aos treinadores. Muitos se intitulam como tal, mas usam métodos no mínimo duvidosos e completamente desactualizados, que poderão trazer consequências ainda mais nefastas. Escolher não é fácil. Se pretende treinar o seu cão com ajuda profissional, deve procurar informar-se o melhor possível e pedir para ver o treinador a trabalhar antes de começar. Deve preferir um que utilize métodos de reforço positivo e que lhe ensine a si a trabalhar com o seu cão. O seu animal deve sentir-se motivado a treinar e não intimidado. Dono e cão devem forma um binómio baseado no respeito mutuo. Os cães, tal como todos os animais selvagens, nascem já com um conjunto de comportamentos padrão instintivos que lhes permitem sobreviver na natureza. Cabe-nos a nós ensinar e orientar esses comportamentos de modo a cão e dono possam conviver pacificamente e ambos consigam tirar o maior partido possível da companhia um do outro.

Donos Responsáveis pelos seus Animais Domésticos - Revista NOESIS

Foi publicado na revista NOESIS do Ministério da Educação um artigo da autoria do Colega Fernando Rodrigues (Médico Veterinário Municipal de Valongo) subordinado ao tema "Donos Responsáveis pelos seus Animais Domésticos", que se refere à actual situação presenciada nos Centros de Recolha Oficial (CROAs) nomeadamente ao abandono dos animais de companhia. Este artigo tem como principal objectivo sensibilizar os mais jovens/alunos para esta problemática, promovendo campanhas com caracter educativo, e consequentemente a responsabilização dos respectivos detentores.
(clique AQUI para saber mais)

Nova legislação sobre animais perigosos e potencialmente perigosos


Entrou em vigor no 1 de Janeiro de 2010 a nova legislação referente aos animais de companhia perigosos ou potencialmente perigosos. O Decreto–Lei nº 315/2009, de 29 de Outubro, resulta, tal como referido pelo legislador, da experiência resultante da aplicação dos anteriores diplomas.
(clique AQUI para saber mais)

Site do Mês - Adestrador Online


Tem dúvidas sobre como treinar ou educar o seu animal? Gostava de conhecer um pouco melhor sobre a psicologia e comportamento do seu cão?
Então visite Adestrador Online e aprenda um pouco mais sobre comportamento canino. O Adestrador Online é o maior e mais antigo fórum sobre cães do Brasil e possui uma enorme quantidade de informações, dicas e experiências vindas de milhares de pessoas.

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Contra o Abandono



Abandono de animais

- Se algum motivo insuperável o obrigar a separar-se do seu amigo, procure-lhe um dono que o trate bem.
- Só o coloque num canil albergue em último recurso, mas antes certifique-se de que vai ser bem tratado, e visite-o sempre que possa
- Não o esqueça! Acredite que ele nunca se esquecerá de si.

NUNCA ABANDONE O SEU ANIMAL!

Em Portugal mais de 10.000 animais são abandonados anualmente. Muitos encontram a morte nos canis camarários e outros acabam por morrer à fome ou nas estradas, enquanto vagueiam pelas ruas em busca de alimentos e de abrigo. Quando abandonados, os animais sofrem todo o género de maus tratos ficando igualmente sujeitos a contrair doenças. Para além do sofrimento infligido ao animal, o abandono é, portanto um risco para a saúde pública.
Nestes casos, os mais afortunados, que são poucos, são adoptados por uma ou outra pessoa mais sensível.
As associações zoófilas, que recolhem animais, já há muito que ultrapassaram a capacidade de alojamento para o qual estão preparadas. Isto reflecte-se no mau tratamento dispensado aos animais.

VOCÊ PODE AJUDAR A MUDAR ESTA SITUAÇÃO:

Os animais são seres vivos, sensíveis e sofrentes, não são BRINQUEDOS.
Um animal deve ser desejado pelo dono e bem aceite pelos restantes membros da família. Por isso, a compra ou a adopção de um animal deve ser muito ponderada e estar de acordo com a sensibilidade e disponibilidade do novo dono.
Um animal de companhia precisa, não só de alimentação adequada e água fresca, mas ainda de uma série de outros requisitos que não devem ser ignorados, tais como alojamento adequado e espaço para se movimentar, acompanhamento veterinário, e atenção, entre outros. Assim, oferecer animais às crianças, só para lhes satisfazer os desejos é uma atitude incorrecta. Um animal deve fazer parte da família, ser desejado e estimado até à sua morte natural.
Colocar um animal num canil albergue deve ser o último dos recursos, pois ele nunca serás feliz sem o dono.

Seja tão leal com o seu animal como ele o é para consigo!


Fonte:
LPDA - http://www.lpda.pt/02companhia/abandono.htm

Um livro a não perder: "A Vida Emocional dos Animais"



«"A Vida Emocional dos Animais" acrescenta uma voz forte ao coro crescente daqueles que estão a tentar mudar as atitudes em relação aos seres animais com quem partilhamos este planeta. Combinando uma metodologia científica com intuição e senso comum, este livro será um grande instrumento para aqueles que lutam para melhorar a vida dos animais em ambientes onde, tantas vezes, há uma falta de compreensão quase total. Só espero que convença muitas pessoas a reconciderar a forma como tratam os animais no futuro

Jane Goodall (prefácio do livro "A Vida Emocional dos Animais")

Nome: A Vida Emocional dos Animais
Autor: Marc Bekoff
Edição/reimpressão: 2008
Nº de Páginas: 234
Editor: Estrela Polar

Sinopse:

Os animais têm um leque de emoções bem maior do que aquele de que já nos apercebemos. Ignora-lo é não só perigoso para eles como para nós.
Baseado nas investigações do cientista Marc Bekoff sobre etologia e comunicação social numa grande variedade de espécies, este importante livro demonstra que os animais têm vidas emocionais ricas.
Bekoff combina habilmente histórias extraordinárias de alegria, empatia, sofrimento, vergonha, ira e amor de animais com uma metodologia científica cuidada, confirmando a existência de emoções nos animais que o senso comum e a experiência há muito nos indicavam.

Um exemplo para todos: Escola de Guimarães constroi abrigo para 30 gatos abandonados


por Lusa, 23 Setembro 2009

«A Escola Santos Simões, em Guimarães, construiu um gatil para acolher 30 gatos que são tratados por alunos e professores, uma experiência única em Portugal que uniu a comunidade escolar contra o abandono dos animais, disse hoje à Lusa, a coordenadora do projecto.

"É um projecto pedagógico que tem por objectivo reforçar a ligação emocional entre as crianças e os animais, dado que através delas, podemos educar uma população", sustentou Luísa Veiga, professora e coordenadora do Gatil Simãozinho.

Com 30 animais, o gatil foi criado para acolher gatos vadios que viviam em terrenos próximos daquela escola do 2º e 3º ciclo.

Este ano lectivo, o espaço tem novas instalações pensadas, construídas e equipadas por voluntários.
"A escola não possui qualquer orçamento destinado ao funcionamento do gatil", frisou a docente.
O dinheiro para a alimentação e tratamento dos animais é, por isso, obtido através de donativos externos à escola e de várias actividades como a venda de bolos, confeccionados e vendidos pelos estudantes.

Os alunos do 5º e 6º ano são os mais empenhados no projecto de recolha e tratamento de gatos abandonados, tendo sido os alunos, após votação, quem escolheu o nome do gatil.
Em homenagem ao patrono da escola, o historiador Santos Simões, os alunos decidiram baptizar o espaço como "Simãozinho",
"É um projecto que começou quase como uma brincadeira e que tem tido resultados extraordinários", frisou Luísa Veiga.

São os alunos, professores e funcionários da escola que tratam da alimentação e higiene dos gatos. Os estudantes deslocam-se ao gatil, sempre acompanhados por um adulto, e ajudam no tratamento dos gatos ou apenas brincam com os animais.

"Já foram adoptados quatro gatos mas lançamos agora um proposta para que as turmas ou os alunos, individualmente, apadrinhem um gato", disse a coordenadora do gatil.
Há três anos que a ideia de criar um gatil e fazer dele um espaço pedagógico para os estudantes, foi ganhando forma.
"A ideia que serviu de base a este projecto foi a de não deixar ao abandono a população de gatos que existia na antiga Escola Secundária da Veiga, em Guimarães, e que deu origem à nova Escola EB 2, 3 Santos Simões", recordou Luísa Veiga.

Com o novo gatil, os cuidados com os gatos durante os fins-de-semana são assegurados por funcionários e docentes da escola.

"A existência, única em Portugal, de um gatil na escola, a forma como a comunidade escolar se envolveu na sua concretização e no seu funcionamento e o facto do dr. Santos Simões, o patrono da escola, ser um grande amigos dos gatos, torna este projecto numa experiência inesquecível", salientou a professora.»

Fonte:
Diário de Noticias - http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1369935&seccao=Norte

400 cães resgatados de uma das piores Puppy-Mill já encontradas!



"Já é considerado um dos piores casos de abusos de animais no Estado de Washigton, Estados Unidos da América.

Os agentes da força policial de Benton County encontraram 400 cães, incluindo três cachorros recém-nascidos, numa das maiores Puppy-Mill (quintas de criação intensiva de cachorros) do país, que eram mantidos em condições "chocantes" e de "partir o coração".

De acordo com Larry Taylor, resposável pela operação de resgate, todos os cães vão precisar de cuidados médicos pois alguns animais apresentavam queimaduras de urina e outros estavam mal nutridos.

O canil de quase 1 hectare pertence a Ella Stewart, de 66 anos, que tinha sido detida já no dia 12 deste mês. Só 15 dias depois da sua detenção foi possível resgatar os cães que vão agora ser distribuídos por canis locais para recuperar dotratamento neglijente.. Ella Stewart enfrenta uma acusação de abuso de animais em segundo grau, que pode dar origem a uma pena de 90 dias e uma multa de cerca de 900 euros. Stewart diz-se inocente, mas a acusação admite a possibilidade de apresentar queixas adicionais."
The Humane Society of the United States

Notas adicionais:


O que são Puppy-Mill?

Uma "Puppy-Mill" é uma espécie de "fábrica" de cachorrinhos (incluindo animais de raça). Milhares de criadores, das mais variadas raças, criam compulsivamente centenas de cães, para depois serem vendidos em lojas de animais, sem que para isso tenham as minimas condições.

Os cães e cadelas destinados a procriar ficam a vida TODA dentro de gaiolas tão pequenas que quase não se conseguem virar. NUNCA saem das gaiolas durante a vida toda. NUNCA! Há cães que são resgatados quando já estão velhos (e já não servem para procriação) que não sabem andar em cima do chão liso porque durante toda a vida só estiveram em cima dos arames da gaiola.

Os cães vivem a vida sem ver uma vez que seja um veterinário. A muitos é-lhes enfiado um cano pela garganta abaixo para danificar as cordas vocais para não ladrarem. Nunca tomam banho ou têm qualquer tipo de contacto com um carinho algo que se assemelhe. As cadelas têm filhos em todos os cios da sua vida, ou seja, poderá parir perto de 100/140 cachorros.
Estes cachorros são depois vendidos online pelos ditos "criadores" ou nas lojas de animais, e sim, são pessoas como nós que os compramos, muitas vezes por não saber da sua proveniencia! MUITO CUIDADO com os sitios onde compram animais! O ideal mesmo é adoptar! Se preferir um animal de raça, então vá a criadores DEVIDAMENTE CREDENCIADOS!

Saiba mais sobre Puppy-Mill em:

Vídeos relacionados:

Porquê voluntariado com animais?

Eu vivo na era das dúvidas...
Há muito que deixei as certezas para trás… Quem não tem dúvidas também não tem motivação para o diálogo que é a única chave capaz de abrir possibilidades alternativas de compreensão, a única maneira de evitar o exercício da bestialidade.
Vivemos centrados no nosso ego, abstraídos do que nos rodeia, abstraídos dos outros que apenas servem para nos fazer tropeçar no nosso caminho cada dia mais só, mais vazio, mais distante…

Hoje em dia exercemos um moralismo cínico universalizado, de teorias que não passam do papel e vozes que falam num silêncio mudo quando chega à hora de agir… Um silêncio cúmplice e condenável que consente as atrocidades que presenciamos diariamente e às quais nos habituamos a ficar indiferentes, num entorpecimento constante onde é mais fácil virar a cara ao lado…
Assim nos arrastamos num dia-a-dia de preocupações banais, cegos, surdos e mudos para com o sofrimento alheio….

Não consigo conceber um mundo em que nada tenha mais valor do que a nossa própria existência e onde tudo o resto são apenas meros danos colaterais. Senti que precisava de fazer alguma diferença... a minha diferença. Um gesto só bastava. Um gesto só podia fazer toda a diferença, porque mesmo a mais longa das caminhadas começas com um simples passo. E porquê com animais?...

Porque não? Porque a generosidade é uma grandeza que ultrapassa a fronteira do credo, do género, da raça é até mesmo da espécie. A dor, a alegria, a tristeza e o prazer são sentimentos comuns a muitos dos seres vivos que povoam o nosso planeta. Não são exclusivos ao ser humano. Porque é que os sentimentos e as necessidades de um animal, seja ele qual for, hão-de ser menos considerados que os nossos? Será apenas porque somos a espécie mais dominante? Ou não teríamos nós, como essa mesma espécie, o dever de usar o "dom" da inteligência em prol do beneficio de todos os que habitam este mundo. Não devíamos nós, que somos capazes de estabelecer raciocínios elaborados, ter a capacidade de perceber e respeitar as necessidades alheias?

Depois de termos começado a perceber que que o sexismo e o racismo são valores sem sentido e completamente ultrapassados, será que não estará também na altura que quebrarmos a barreira do especísmo*?

Deixo-vos a resposta a esta pergunta para vossa consideração...

Até breve,

Elsa Cunha

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*Especismo - é a atribuição de valores ou direitos diferentes a seres dependendo da sua afiliação a determinada espécie. O termo foi cunhado e é usado principalmente por defensores dos direitos animais para se referir à discriminação que envolve atribuir a animais sencientes diferentes valores e direitos baseados na sua espécie, nomeadamente quanto ao direito de propriedade ou posse. De modo similar ao sexismo e ao racismo, a discriminação especista pressupõe que os interesses de um indivíduo são de menor importância pelo mero feito de se pertencer a uma determinada espécie. De acordo com a igual consideração de interesses, de qualquer que seja a espécie os interesses semelhantes devem ser respeitados. Inferir dor num animal sem se preocupar com isso, é ignorar o princípio básico da igualdade, que parte da premissa da igual consideração de interesses. (FONTE: Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Especismo)